História
de Celso Prezzoto de Goioerê/PR
|
Pois
é... Quase todo pescador deixa escapar o
maior peixe, coitado, o cara não tem sorte
mesmo!!! Meu pai tinha um amigo, nesta época
morávamos em um sítio e um dia ele, este
amigo e mais algumas pessoas foram pescar
traíra numa represa que tínhamos no fundo
do terreno. Cada um foi para um cantinho
escolhido e vai daqui e dali e de vez em
quando alguém fisgava uma bocuda. Pois bem,
dada a hora de ir embora esse tal amigo do
meu pai, cujo o nome era Antonio Afonso, um
baiano gente boa reclamou; Caramba, a maior
traíra que eu ia fisgar me levou a isca com
anzol e tudo, que porcaria... e foram
embora. Minha mãe nesta noite
preparou o pescado para o jantar, e de
costume, não tirava as cabeças e fritava
com tudo. Estavam comendo e de repente meu
pai escolheu uma traíra menorzinha e por
sorte não se fisgou, pois o anzol que a
suposta trairona que o seu Antonio Afonso
havia perdido, estava enrroscado dentro da
cabeça dessa bitela ... Foi só riso e
sarro que tiraram da maior traíra que ele
perdeu...!!!!!
Celso
Prezzoto
Goioerê-PR
Em 03/04/2007
|
TOPO
História
de Marcos Gois de Goioerê/PR
Eu
e meus amigos fomos pescar na fazenda do
meu tio no interior do Paraná; mais
precisamente em Mariluz/PR, chegando lá
nos deparemos com uma imensa represa de águas
transparentes. Jogamos ração na água
para cevar e de repente a água escureceu
de uma vez... Nunca vimos tanto lambari
daquela jeito....e o pior é que tínhamos
que colocar a isca no anzol escondido..
Quando os lambaris viam o macarrão, eles
saltavam para pegá-lo... Tinha tanto
lambari que eles nem tinham mais escamas
de tanto se esfregarem um no outro.
Marcos
Gois
Goioerê-PR
Local: Fazenda em Mariluz/PR
Em 03/04/2007
|
TOPO
História
de Oscar Fantini Jr de São Paulo/SP
|
Estávamos
desmontando acampamento, quando meu filho caçula
resolveu fazer seu último arremesso, na
certeza de fisgar o maior peixe do dia. Como
ja havíamos guardado os suportes de vara,
ele usou como apoio, uma cadeira de praia.
Num momento de distração, lá se foi vara,
molinete, cadeira, etc...tudo para dentro da
represa (estávamos num pesqueiro). O que
conseguimos salvar foi a cadeira e alguns
pertences.
A tristeza tomou conta do menino, pois
aquele equipamento ele tinha acabado de
ganhar , e era sua estréia e tinha lhe
trazido muita sorte, pois tinha pego vários
exemplares de peixes. As pessoas que ali
estavam, todas muito solidárias, sugeriram
alguns arremessos com outras linhas para que
tentássemos \"fisgar\" o
equipamento. Arremesso daqui, dali...e nada.
De repente, um senhor que havia presenciado
o fato, fisgou um enorme Pacú, esquecemos
um pouco a tristeza e ficamos observando a
briga. Para a surpresa de todos, o coitado
do Pacú fisgado, era o mesmo que tinha
levado nosso equipamento, tamanha a fome do
danado, ele ainda estava com o anzol preso
na sua boca com todo equipamento. Meu filho
ficou imensamente agradecido ao pescador,
mas também sensibilizado com o sofrimento
do Pacú, o pescador concordou em devolvê-lo
para àgua, pois acreditamos que o Pacú só
se deixou fisgar, para que fosse retirado
aquele anzol da sua boca, pois esta seria a
única forma para sua sobrevivência.
Oscar
Fantini Junior
São Paulo-SP
Local: Pesqueiro Recanto dos Lagos
(Guarulhos)
Em 25/03/2007
|
TOPO
História
de Armando Castilho
|
Levei
o meu sogro para pescar no costão do
recreio dos bandeirantes caminho para
prainha Chegamos cedo e só havia mais dois
pares de pescadores no costão.
Levamos vários tipos de isca, sardinha,
camarão lula e manjubinha. Os peixes
pareciam estar um pouco exigentes naquele
dia pois não beliscava nada. Passou-se um
tempo e chegaram outras pessoas deixando a
pedra pequena demais para tanta gente. Um
dos que chegavam, havia saido da praia para
pedra pois lá tinha muita gente. Ele me
falou que estava dando papa-terra na
sardinha e me
pus a tentar. Enquanto deixava a vara
descansando na fenda, ficava observando
outros pescadores. Teve um que estava acima
que tinha pescado um punhado de marisco.
Disse para ele " Puxa, não vale pescar
as iscas"...rindo... Ninguém tava
pegando nada....um pouco mais tarde o
"marisqueiro" estava alardeando
que a linha vinha pesada....qual foi a
surpresa dele ao recolher a linha....dois
siris..(rindo muito!!!). Não perdendo a
oportunidade apelidei-o de "pescador de
crustáceas"... Espero que todas as
pescarias que for e que os peixes não
estejam, eu pelo menos consiga me divertir
mais nelas.
|
TOPO
História
de Flávio de Moura
Outro
dia, numa roda de amigos, ouvi uma história
pitoresca ao extremo.
Já
sabia que milho em conserva era bom pra
pegar Traíra, mas nunca tinha ouvido
falar em pescar com milho seco (daqueles
pra pipoca).
Me
aparece um cara com um caniço de 2m
(quebrado), linha 0.40 (toda amassada e
partida) e 2 ovos na mão, contando uma
daquelas...
Disse
que arremessou o milho seco tão
forte, que caiu do outro lado do açude.
Então, começou a recolher pra isca cair
na água quando sentiu uma fisgada e o
milho querendo subir. Era um pombo. Por
sorte conseguiu afogá-lo na água,
transformando o numa isca maravilhosa.
Menos de 5 metros depois, o negócio ficou
mais difícil: um Tucunaré pegara o
pombo. A pescaria com uma isca que não se
conhecia estava entrando pra história! E
entraria mesmo, porque depois do Tucunaré
pegar o pombo, um Dourado pegou o predador
da água doce.
Vamos
lá... Um pombo, um Tucuna e um Dourado,
com 1 carocinho de milho seco. "E a
pressão na vara tava insuportável!"
(disse ele) "tanto que ajoelhei pra
ter mais apoio" (continuou). Pois é,
ajoelhou e foi com cada joelho em cima de
um tatu. Quando ele viu aquilo, não
acreditou. Tentou acelerar a pesca e tirar
os bichos mais rápido da água, mas não
conseguiu. Quebrou a vara e partiu a
linha.
"Rapaz,
quando quebrou a vara, eu não me segurei;
levantei as mãos pra perguntar 'POR QUÊ?!'
e vinham passando 2 patas". O cara
pegou as patas pelo pescoço, quando as
colocou no chão, cada uma pôs um ovo.
Pelo
menos isso ele levou pra provar que foi
verdade
|
TOPO
História
de Wanderlei de São José do Rio Preto/SP
|
Fui
pescar em Rodônia no Rio Guaporé, a noite
pegamos algumas traíras, notei uma muito
gorda, e ao abrí-la para minha surpresa
encontrei um sabiá inteiro dentro , parece
história de pescador mas, foi real.
Um Grande Abraço.
|
TOPO
História
de Cícero Mendonça de Pelotas/RS
|
Fomos
pescar em um rio aqui no Sul, e quando
colocamos o barco na água não foi possível
nem ligar o motor que a hélice batia nos Jaús...
estávamos sobre um grande cardume deste
imenso peixe.. No final fisgamos Jaús pelo
olho, lombo, rabo e orelha. Até hoje
comemos Jaús no almoço e janta (e faz 3
anos e meio hein...
|
TOPO
História
de Alex de Dourados/MS
|
Um
cara foi pescar no rio Santa Maria e
esqueceu de levar iscas. Daí, para começar,
pegou uma mosca e colocou no anzol como
isca. Arremessou a isca improvisada e um
sabiá muito ligeiro pegou-a no ar antes que
pudesse cair na água. Loucura? Que nada!
... o sabiá enroscado com o anzol, se
debatendo muito, foi engolido por um
"baita dourado". Assustado, por
puro reflexo, o cara deu um puxão levando a
vara totalmente para trás, com a qual
acabou acertando e matando uma capivara que
pastava por ali...
Comentário: como diria o Sr João Pinto
"- É mole pra cabeça?"
...Ah! O dourado pesou 25 quilos... (Parece
"causo" do rio APA)
|
TOPO
História
de Carlos F. Lencione de São Paulo/SP
|
Um
"causo" que ouvi do Pirambóia,
velho amigo e piloteiro em Corumbá:
"Estava um indivíduo pescando à beira
de um riacho, quando começou atrás dele um
verdadeiro tropel, o que espantou os peixes.
Muito bravo, foi ver do que se tratava.
Encontrou uma sucuri brigando com um sapo.
Após tentar separar os dois, sem êxito,
encheu a boca da cobra de cachaça
deixando-a no chão e voltou a pescar. Daí
um pouco, sentiu algo batendo às costas.
Virou-se e deu de cara com a cobra
cutucando-lhe com a ponta do rabo, trazendo
um sapo em cada "mão" para trocar
por duas garrafas de pinga".
- Obrigado, Durvilino! Já me sinto um
"pantaneiro"...
Comentário: "- Dr Carlos...parabéns!".
Se o Criador não deu asas para a cobra,
esse seu amigo "quebrou o galho
dela", ao enxergar duas mãos. Quem será
que estava mais bêbado?.
|
TOPO
História
de Pescador, é Inicio de um Sonho
|
Em
meados de agosto de 1993 fui pescar na
Fazenda Cometa, que fica na margem direita
do Rio Apa, na Colônia Cachoeira, município
de Porto Murtinho. Até então, só conhecia
o Rio Apa nas proximidades do Destacamento
Militar de São Carlos, no município de
Caracol. Eu era sargento de carreira nas
fileiras do Exército e por estar servindo
na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de
Dourados, vira e mexe eu ia pescar com o
saudoso general Bulcão naquele local.
Juntou a fome com a vontade de comer... o
general adorava pescar e eu mais ainda...
Bem! Lá da fazenda descíamos pescando e eu
fui ficando impressionadíssimo com a
paisagem. Uma natureza exuberante: as
praias, os bichos, quantos jacarés, jacus,
jacutingas, mutuns, araras, tucanos e muitos
outros.
Um fato interessante chamou-me a atenção.
Não vi outra alma viva de gente sequer, além
dos companheiros do grupo. O dr Manson, que
era superintendente da Polícia Federal em
Campo Grande, me explicou que a colônia
vivia isolada do mundo, sem estrada e quase
ninguém conhecia o Rio Apa.
Eu já nem prestava mais atenção no que
ele dizia. Minha imaginação ia ao longe,
apreciando a coisa toda, como seria... como
eu faria... quem toparia viver ali, enfim.
Fiquei divagando em meus pensamentos. Algo mágico
transportara-me ao futuro e num repente,
vapt! Fisguei um pacu enorme na rodada e era
um baita peixão.
À noite, depois de muita cerveja e peixe
assado, perguntei ao proprietário da
fazenda, Teruo, se conseguiria adquirir
algum lote de terra por aquelas bandas.
Fiquei sem resposta, pois ele estava
dormindo sentado! Fui dormir pensando
naquilo tudo. Viemos embora daquela
excelente pescaria e arquivei a idéia.
Dois anos depois, já fora das fileiras do
Exército e residindo em Sumaré-SP, ao
relembrar das pescarias que havia feito, um
amigo me propôs uma pescaria, coisa que ele
tinha imensa vontade e nunca tivera
oportunidade. Eu serviria de guia e marcamos
a data para a semana seguinte. Comecei a
relembrar de todo o encanto do Rio Apa e
daquelas paisagens magníficas e do baita
pacu que eu tinha fisgado.
Pouco antes de chegar a Porto Murtinho, eu
dei carona a um senhor que falou-me de umas
terras à venda na Colônia Cachoeira. No
dia seguinte, estávamos lá eu e o Zeca,
que nos mostrou a área. E como diria o Dr.
Manson, “que coisa de doido!”, um
espinheiral dos diabos.
Para chegarmos até a margem do rio andamos
uns dois quilômetros a pé por trilhas
abertas no meio dos pés de arumita, isso
pelo rumo mais curto. Aquela área,
antigamente, era de pastagem e lavoura, que
depois de anos de abandono, enchera-se
desses espinheiros, que em São Paulo
conhecemos por “arranha-gato”.
Imaginem...
Bem, voltei algumas vezes para estudar os
documentos da área, enfreitei resistência
na família, mas, como sou otimista ao
extremo e costumo dizer, pela minha fé
cristã, que “nada acontece por acaso”,
persisti.
Eu tinha uma farmácia 24 horas que fora
assaltada pesadamente duas vezes em menos de
dois meses e o ramo em que meu pai atuava
também estava em queda – a famosa crise
do setor têxtil ocorrida após a liberação
das importações dos tecidos asiáticos, no
início de 1996.
Propus então a meu pai virmos para o Mato
Grosso do Sul, com o objetivo de
construirmos uma pousada e área de camping
e receber turistas e pescadores. Que tal?
Depois de muitos cálculos e projetos; com o
incentivo de alguns e desanimadores
conselhos de outros, tomei a frente e
partimos para essa aventura. Fome não
passaríamos, pois peixe e mandioca são fáceis
de preparar e são muito nutritivos. Quem
diria...
Vendi tudo o que tinha e, quatro anos depois
temos uma empresa constituída com muito
suor e amor, voltada para o lazer da família
e das pessoas de bem, amantes da pesca
amadora e da natureza e denominamos nosso
empreendimento inicialmente de Pesqueiro
Paraíso do Apa, agora, Paraíso do Apa -
Hotel e Camping.
|
|