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Rios
que formam a bacia:
1.
Rio Uruguai
2. Rio Paraguai
3. Rio Iguaçú
4. Rio Paraná
5. Rio Tietê
6. Rio Paranapanema
7. Rio Grande
8. Rio Parnaíba
9. Rio Taquari
10. Rio Sepotuba
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A
bacia do Prata é a segunda maior bacia da
América do Sul. É formada pelos rios
Paraguai e Paraná que juntos drenam uma área
correspondente a 10,5% do território
brasileiro, com 3,2 milhões de km². Das
cabeceiras até a foz, atravessa quatro países
: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. No
Brasil, abrange os Estados de Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e
Rio Grande do Sul.
O
rio Paraguai é um dos mais importantes rios
de planície do Brasil, superado apenas pelo
Amazonas. De sua nascente, na chapada dos
Parecis, nas proximidades da cidade de
Diamantino – MT até sua confluência com
o rio Paraná, na fronteira do Paraguai com
a Argentina, ele pecorre 2.621km, sendo
1.683km em território brasileiro. Os
principais tributários do rio Paraguai são
os rios Jauru, Cuiabá, São Lourenço,
Piquiri, Taquari, Negro, Miranda, Aquidauna,
Sepotuba e Apa. A bacia do alto Paraguai
possui uma área de 496.000km², sendo que
396.800km² pertencem ao Brasil e 99.000km²
ao Paraguai e Bolívia. Da porção
brasileira, 207.249km² pertencem ao Estado
de Mato Grosso do Sul e 189.551km² a Mato
Grosso. Desta área, 64% corresponde a
planaltos e 36% ao Pantanal Mato-Grossense,
uma extensa planície sedimentar, levemente
ondulada, situada na região Centro-Oeste do
Brasil. Com uma área de cerca de 17 milhões
de ha, o Pantanal abrange, além do Estado
de Mato Grosso do Sul e parte do Mato
Grosso, áreas menores na Bolívia e
Paraguai. Ao norte, leste e sul, o Pantanal
é limitado pelas terras altas dos planaltos
Central e Meridional e a oeste pelo rio
Paraguai, que, junto com 132 tributários
principais, drena todo o sistema. Os períodos
de seca (maio a setembro) e enchentes
(outubro a março) podem ser algumas vezes
muito severos. A superfície da área
inundada pode variar de 10.000 a 70.000km².
O clima é predominantemente tropical, com
umidade relativa entre 60 a 80%, temperatura
média anual de 25ºC, podendo durante
curtos períodos, apresentar temperaturas próximas
a 0ºC. Janeiro é o mês mais chuvoso.
As
cheias do Pantanal ocorrem em conseqüência
das chuvas locais e estão relacionadas a
problemas de drenagem, que dificultam o
escoamento das águas. Junto às margens do
rio Paraguai, as cheias formam um lençol
contínuo que chega a atingir 4m de
profundidade; mais para leste, para o
interior do Pantanal, as inundações se
limitam às áreas mais deprimidas do
terreno chamadas baías, sendo que entre uma
baía e outra há escoamento de água através
de cursos denominados vazantes que podem ter
muitos quilômetros de extensão. As
vazantes de caráter permanente, que ligam
baías contíguas, são conhecidas como
corixos. Estas terras mais baixas estão
separadas por elevações, denominadas
cordilheiras que não ultrapassam 6m de
altura. Existem também as salinas, depressões
sem ligação com os rios, que armazenam água
de chuva, salobra, e não possuem peixes. A
vegetação da região é conhecida como
Complexo Pantanal por conter diversas formações
vegetais: matas, cerrados, campos limpos e
vegetação aquática. O Pantanal é famoso
pela grande quantidade e diversidade de
animais, principalmente animais aquáticos
(aves pernaltas e mergulhadoras, jacarés e
peixes). As espécies mais capturadas pelos
pescadores amadores são: pacu, pintado,
cachara, piranha, piavuçu, barbado,
dourado, jaú, curimbatá, piraputanga,
jurupescem, jurupoca, e tucunaré (peixe da
bacia amazônica introduzido em algumas áreas
do Pantanal).
Em
virtude da abundância e diversidade de
peixes, a pesca sempre foi uma atividade
econômica tradicional no Pantanal. A partir
de meados da década de 80, o setor turístico
se estruturou para oferecer transporte,
hospedagem e serviços especializados para o
pescador amador, que se tornou seu principal
cliente. Cerca de 46.161 pescadores
amadores, principalmente de São Paulo,
Paraná e Rio de Janeiro, visitaram o Mato
Grosso do Sul entre 1994 e 1995. Dados do
mesmo período indicam que a maior captura
ocorreu nos meses de outubro a novembro (época
de cheia), nos rios Paraguai, Miranda,
Taquari e Aquidauana.
O
rio Paraná, principal formador da bacia do
Prata, é o décimo maior do mundo em
descarga, e o quarto em área de drenagem,
drenando todo o centro-sul da América do
Sul, desde as encostas dos Andes até a
Serra do Mar, nas proximidades da costa atlântica.
De sua nascente, no planalto central, até a
foz, no estuário do Prata, percorre
4.695km. Em território brasileiro, drena
uma área de 891.000km². Os principais
tributários do rio Paraná são o Grande e
o Paranaíba (formadores), Tietê,
Paranapanema e Iguaçu.
A
bacia do Paraná, em seu trecho brasileiro,
é a que apresenta a maior densidade demográfica
do país, levando a um enorme consumo de água
para abastecimento, e também para indústria
e irrigação. A poluição orgânica e
inorgânica (efluentes industriais e agrotóxicos)
e a eliminação da mata ciliar também
contribuem para elevar o nível de degradação
da qualidade da água de grandes extensões
dos principais afluentes do trecho superior
do rio Paraná, tornando-a imprópria para
uso do homem e para a vida aquática. De
certa forma, as barragens ao longo dos rios
têm contribuído para a auto-depuração e
retenção de poluentes, sendo constatado
melhoria da qualidade da água, a jusante
das barragens.
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